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terça-feira, 30 de maio de 2017

25 dicas para se livrar do açúcar


http://www.noticiasmagazine.pt/2017/25-dicas-para-se-livrar-do-acucar/

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Falta de sono crónica pode aumentar o risco de demência

Falta de sono crónica pode aumentar o risco de demência.
  Sara Sá Jornalista

Já se sabe que o sono afeta o funcionamento do cérebro. Depois de uma noite mal dormida, faltam-nos as palavras, temos dificuldade em recordar acontecimentos, ficamos irritadiços. Mas, à partida, depois de uma noite boa de sono volta tudo ao normal. Quanto à falta de sono crónica, esta pode ter efeitos mais graves e definitivos. Já se tinha percebido, em estudos com ratinhos, que a privação de sono aumenta o risco de aparecimento de Alzheimer, ao promover a formação de placas da proteína beta-amilóide, que estão na origem desta grave forma de demência. Agora, outro estudo, também em ratinhos, veio tornar mais clara a relação entre o tempo de descanso e os neurónios. Um grupo de investigadores da Universidade Politécnica delle Marche, em Itália, percebeu que, nos animais obrigados a ficarem acordados, a taxa de "limpeza" é maior, pondo em risco estruturas cerebrais importantes para a memória - afetada na doença de Alzheimer. Em todos os órgãos, há células especializadas em eliminar detritos - operação essencial para manter tudo a funcionar em pleno. No cérebro, esta função é desempenhada pelas células da microglia, que digerem as células que já estão muito gastas e que por isso precisam de ser eliminadas. Em ratinhos privados de dormir, verificou-se um excesso de atividade destas células, o que está relacionado com uma série de problemas cerebrais. "Já sabíamos que em doentes de Alzheimer e com outras formas de doenças neurodegenerativas se observa uma atividade sustentada da microglia", explicou o investigador responsável pelo estudo, Michele Bellesi, à revista New Scientist. No estudo, publicado no Journal of Neuroscience, também se dá conta do impacto do sono na atividade dos astrócitos, que são responsáveis pela limpeza das ligações sinápticas desnecessárias. Depois de uma normal noite de sono, 6% dos astrócitos estavam ativos. Nos ratinhos que foram obrigados a ficar acordados durante mais oito horas, esta taxa de atividade foi de 8 por cento. Em ratinhos que estiveram acordados cinco dias seguidos, 13,5% dos astrócitos andavam a destruir as ligações cerebrais. O próximo passo, avança a equipa, é tentar perceber se uma terapia de sono pode reverter os eventuais danos causados por noites em claro.


terça-feira, 23 de maio de 2017

Os 5 maiores arrependimentos no fim da vida, por Ana Claudia Quintana, médica geriatra

Ana Claudia Quintana Arantes é uma médica especializada em ajudar pacientes terminais a “aprender” a morrer. Nesta entrevista, ela fala sobre o desafio de se lidar com algo tão natural, porém, perturbador, como a própria morte. A especialista relembra os cinco maiores arrependimentos das pessoas antes de morrer. A lista faz parte do livro ‘Antes de partir: uma vida transformada pelo convívio com pessoas diante da morte’, da enfermeira australiana Brownie Ware. “Um deles é não ter demonstrado afeto. Passamos a vida construindo muros ao redor do coração da gente pra ninguém perceber o que a gente está sentindo”, diz Ana. “A outra coisa é (se arrepender) de ter trabalhado tanto. O último que é colocado é: ‘Eu devia ter me feito mais feliz’, que pra mim resume todos os outros”. Os outros arrependimentos citados pela enfermeira australiana são ter vivido a vida que se desejava e ter estado mais perto dos amigos. A pedido do Hospital Albert Einstein, a médica Ana Cláudia Arantes, geriatra e também especialista em cuidados paliativos, analisou a publicação e falou sobre cada um dos arrependimentos levantados pela enfermeira australiana. 1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu queria, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse. “Esse foi o arrependimento mais comum. Quando as pessoas percebem que a vida delas está quase no fim e olham para trás, é fácil ver quantos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não realizou nem metade dos seus sonhos, e muita gente tem de morrer sabendo que isso aconteceu por causa de decisões que tomou, ou não tomou. A saúde traz uma liberdade que poucos conseguem perceber, até que eles não a têm mais.” 2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto. “Eu ouvi isso de todos os pacientes homens com quem trabalhei. Eles sentiam falta de ter aproveitado mais a juventude dos filhos e a companhia de suas parceiras. As mulheres também falaram desse arrependimento, mas como a maioria era de uma geração mais antiga, muitas não tiveram uma carreira. Todos os homens com quem eu conversei se arrependeram de passar tanto tempo de suas vidas no ambiente de trabalho.” 3. Eu queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos. “Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos para ficar em paz com os outros. Como resultado, acomodaram-se em uma existência medíocre e nunca se tornaram quem realmente eram capazes de ser. Muitas desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ao ressentimento que carregavam.” 4. Eu gostaria de ter ficado em contato com os meus amigos. “Frequentemente, os pacientes não percebiam as vantagens de ter velhos amigos até chegarem em suas últimas semanas de vida, e nem sempre era possível rastrear essas pessoas. Muitos ficaram tão envolvidos em suas próprias vidas que deixaram amizades de ouro se perderem ao longo dos anos e tiveram muitos arrependimentos profundos por não ter dedicado tempo e esforço às amizades. Todo mundo sente falta dos amigos quando está morrendo.” 5. Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz. “Esse é um arrependimento surpreendentemente comum. Muitos só percebem isso no fim da vida – que a felicidade é uma escolha. As pessoas ficam presas em antigos hábitos e padrões. O famoso ‘conforto’ das coisas familiares e o medo da mudança fizeram com que eles fingissem para os outros e para si mesmos que estavam contentes quando, no fundo, ansiavam por rir de verdade e aproveitar as coisas bobas em suas vidas de novo.” Ana Claudia Quintana neste site: Ana Claudia Quintana (Entrevistas & textos)

domingo, 21 de maio de 2017

quarta-feira, 10 de maio de 2017