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terça-feira, 5 de novembro de 2019

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Onda Rosa

vem aí, de novo, a "Onda Rosa"!

Como sabem, a Escola fez uma parceria com a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) e como  tal, irá dinamizar algumas atividades ao longo do ano letivo.  

De 15 a 30 de outubro comemora-se a Onda Rosa e as turmas do Curso Profissional de Saúde vão desenvolver algumas atividades.

A turma de 11º ano, concretamente, vai conceber um vídeo para projetar no refeitório nos intervalos das aulas; decorar a escola com posters e colocar um poster na entrada da escola; vender materiais da LPCC; vender alimentos na escola para angariar fundos para a LPCC.

O 11º de Saúde dinamizará as atividades nos dias 15,16 e 30. 
O 10º ano do mesmo Curso Profissional de Saúde dinamizará nos dias 22,  23 e 24 de outubro.

domingo, 13 de outubro de 2019

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

quarta-feira, 12 de junho de 2019

PRÉMIO CNS José Ferreira Júnior & João Januário Coutinho

O CNS edita pelo segundo ano consecutivo o Prémio CNS José Ferreira Júnior & João Januário Coutinho, que visa distinguir ideias e projetos que tenham por objetivo contribuir para a melhoria da qualidade de vida de pessoas com doenças neurodegenerativas e para a promoção de um envelhecimento com saúde.

Este prémio, que também homenageia os patriarcas da família Coutinho Ferreira, responsável pelo conceito e criação do CNS, destina-se a alunos de qualquer nacionalidade, que frequentem ciclos de ensino pré-universitários, com idade inferior a 20 anos.

O prazo de entrega das candidaturas terá início no dia 1 de Junho, e estender-se-á até dia 31 de Outubro.

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Para mais informações, poderá consultar o nosso regulamento.

terça-feira, 4 de junho de 2019

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Nenhum jovem nasce delinquente – João André Costa

Nenhum jovem nasce delinquente – João André Costa

Nenhum jovem nasce delinquente. Não, os jovens fazem-se delinquentes, e cada vez em maior número, à taxa de três pontos percentuais por ano ao longo dos últimos cinco anos. 
O alerta veio da presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Protecção das Crianças e Jovens, Rosário Farmhouse, aos jornalistas presentes no encontro nacional das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens.
Sem futuro, sem interesse, motivação ou esperança, são cada vez mais os jovens entre os 15 e os 17 anos envolvidos em comportamentos delinquentes, desde o consumo de drogas e álcool à indisciplina escolar e à actividade criminosa. Fruto de famílias desestruturadas, vítimas da violência doméstica, da negligência, de abusos físicos, emocionais, sexuais, testemunhas do consumo de estupefacientes no seio familiar, filhos do desemprego de um ou dos dois pais, eles próprios sem futuro, interesse ou esperança, imigrantes de segunda e terceira geração sem quaisquer raízes culturais, encontramos cada vez mais crianças e jovens sem ninguém com quem falar, sem um pai, sem uma mãe, com irmãos e irmãs igualmente afectados, também eles sem modelos familiares ou alguém com quem falar.
E este é o cerne da questão. Estes jovens não têm nenhum adulto com quem falar, nenhum guia. Nem têm nenhuma razão para ter quando foram os adultos a abandoná-los em primeiro lugar. Assim criados, estamos a falar de jovens sem qualquer confiança no mundo dos adultos.
Feridos, rejeitados, procuram a rejeição quando um adulto se aproxima pois essa é a realidade com que sempre viveram. Sozinhos, procuram outros jovens com quem se identificam, muitas vezes pelas piores razões, entrando numa espiral de onde é difícil regressar.
Trabalhando com estes alunos todos os dias, a maior dádiva é a nossa presença, a nossa persistência, dedicação, teimosia, o nosso carinho e amor. E sim, há pontapés, e sim, também há murros, contra as paredes e portas, contra outras crianças, entre outras crianças, contra os professores e pessoal auxiliar entre insultos e mais pontapés. 
E sim, temos apoios, desde psicólogos a assistentes sociais, passando pela polícia e psiquiatras, sem esquecer os nossos colegas e, de vez em quando, os pais. Juntos, aturamos tudo. Juntos, encaixamos tudo. Juntos, fazemos a diferença. Porquê? Porque não nos vamos embora.
Somos um hospital, somos uma enfermaria, somos a casa que nunca tiveram, somos pais e somos mães, somos mais, somos professores. Ensinamos e educamos, fazemos as vezes das famílias que nunca tiveram, trabalhando em pequenas turmas com cinco ou seis alunos, num total de 40 alunos na escola inteira.
Tudo isto leva tempo. Leva tempo poder voltar a confiar, poder voltar a falar, a chorar, a rir, a abraçar, a agradecer, a confiar. Não é fácil. Tal como não é fácil explicar a outros adultos o quanto vai nas almas destas crianças, destes meninos perdidos acabadinhos de sair da “Terra do Nunca”.