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segunda-feira, 23 de maio de 2016

O poder de um abraço

O poder de um abraço

 
Nascemos para ser tocados. Precisamos que nos toquem. Dependemos disso para viver em paz. E somos infinitamente mais felizes quando recebemos de cada relação afetiva a quantidade certa de abraços, beijos e outros gestos de afeto. Disso quase toda a gente sabe. Mas até que ponto estamos conscientes do PODER do toque? Será que valorizamos na medida certa os gestos de afeto?
Instintivamente, (quase) todos os pais e mães que conheço tocam com frequência e com carinho nos seus bebés. Dão-lhes colo, fazem festas e enchem-nos de beijinhos. Há uma hormona que dá uma ajudinha neste processo de ligação – a oxitocina. E ainda bem que assim é. Afinal, o toque é o primeiro sentido a ser desenvolvido e é a forma de mostrarmos aos nossos bebés que gostamos deles. Sabia, por exemplo, que as crianças que recebem poucos gestos de afeto sofrem um forte impacto ao nível do seu desenvolvimento? É verdade! Precisamos – literalmente – que nos toquem para que possamos desenvolver-nos – física e emocionalmente- de forma saudável.
E na idade adulta? Que poder têm estes gestos? Serão igualmente poderosos? Sem dúvida! As investigações feitas nesta área mostram, por exemplo, que o toque tem um poder terapêutico e que é muito mais provável que encaremos alguns tratamentos mais invasivos como menos dolorosos quando há alguém de quem gostamos a segurar a nossa mão. Isso é visível nos tratamentos oncológicos, por exemplo. Não é magia. É amor!
Mas há mais. Há muito mais. Se estivermos descontrolados, há uma probabilidade muito maior de sermos capazes de controlar a nossa fúria ou a nossa ansiedade se houver alguém de quem gostamos a tocar-nos. Às vezes basta passar a mão pelo rosto ou pelo braço da outra pessoa para observar mudanças que não ocorreriam com a toma de um calmante.
É através do toque – mais do que através de palavras – que dizemos “gosto de ti”. É através do toque que nos ligamos, que criamos laços afetivos. É por isso que nenhuma relação amorosa está realmente segura se não houver miminhos com regularidade. Sabia que os casais que raramente se tocam estão muito mais vulneráveis ao divórcio? Ou que as pessoas que recebem abraços, massagens nas costas e beijos na boca com frequência têm menor probabilidade de sofrer de hipertensão arterial?
O toque é poderoso desde o dia em que nascemos até ao dia em que morremos. Sabia que os idosos se sentem muitas vezes indesejados ou “a mais” simplesmente porque já não há quem lhes dê estes mimos? Ou que a mortalidade é muito maior entre aqueles que não são abraçados com frequência?
Nós não permitimos que qualquer pessoa nos toque. Não andamos por aí a distribuir abraços. Mas talvez devamos parar para pensar se temos distribuído bem os nossos gestos de afeto. Afinal, todas as pessoas de quem gostamos merecem sentir os efeitos positivos do nosso toque. Ou não?

Artigo enviado pela Professora Fátima Correia

segunda-feira, 16 de maio de 2016

O meu filho dorme o suficiente?

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Profª Maria Dores Leite



terça-feira, 3 de maio de 2016

Amor próprio


Encarregada de Educação Isabel Rodrigues

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Mathematics and sex Clio Cresswell TEDxSydney


Encarregada de Educação Isabel Rodrigues

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Para Reflexão!

Uma coisa é uma coisa,outra coisa é outra coisa

    20/4/2016, 

Vivemos num país estranho: os animais 
vão deixar de ser coisas, e os embriões 
muitas vezes nem coisas são. 
Como compreender tal esquizofrenia?

Viu-se recentemente badalada em todos os jornais a intenção da ministra da Justiça: alterar o estatuto jurídico dos animais para que estes deixassem de ser coisas. Imediatamente se levantou a turba: “Que horror! Então a minha Mimi, que é tão querida a ronronar no meu colo, é uma coisa?” Mude-se isso já, por decreto, e sem demora! Não poderia estar mais de acordo com a multidão em achar violento que se considere uma coisa, sem mais, um animal querido. Afinal, uma coisa é um objecto inanimado, dizem-nos os dicionários, e todos bem vemos que os animais são animados! Até S. Tomás de Aquino concorre em dizer que os animais têm alma e inteligência (Summa Theologica, I, 72.1, resposta à 1.ª objecção), pelo que, neste sentido, não poderão ser coisas.
Contudo, no mundo dos conceitos jurídicos, classificar algo como coisa implica apenas, de acordo com o n.º 1 do artigo 202.º do Código Civil, que estamos a tratar de uma realidade que “pode ser objecto de relações jurídicas”. Ora, ninguém pode negar que os animais, os mais queridos e os menos queridos, podem ser objecto de relações jurídicas: podemos vendê-los, alugá-los, emprestá-los, interná-los num hotel para animais, etc. As virtualidades de negócios jurídicos que têm animais por objecto são múltiplas. Não nos pode por isso chocar que os animais se considerem juridicamente coisas, pois essa é uma necessidade de categorização do Direito e de regulamentação da vida em sociedade: os animais têm de ser “algo” para que se possa tratar deles juridicamente, e certamente não são pessoas, o que torna inevitável categorizá-los como coisas.
O que é necessário compreender é que a classificação jurídica não é absolutamente determinante do tipo de tutela que se dá aos animais. Têm sido adoptadas – e bem – medidas legislativas concretas que protegem os animais, como a recente criminalização dos maus tratos a animais de companhia. Todavia, o bem jurídico que se visa proteger não é a integridade ou dignidade do animal por si só considerada, mas a valoração ético-social que é feita em relação a essa integridade ou dignidade. Simplificando: o Direito Penal não está a dar ao animal um direito a não ser maltratado, está a reconhecer que o animal não deve ser maltratado. Seria o mesmo que criminalizar o abate de árvores centenárias: as árvores, em virtude dessa criminalização, não se tornariam titulares de um direito a não serem abatidas; nós, enquanto sociedade, é que acharíamos repugnante o abate de árvores centenárias, e por isso pretenderíamos evitá-lo de forma drástica, criminalizando a conduta. Ninguém está à espera que uma árvore se constitua assistente no processo movido contra o lenhador, muito menos que o seu proprietário se apresente em juízo como representante de uma entidade semi-personificada, tal como ninguém pode razoavelmente esperar que o dono de um cão se apresente em juízo procurando assegurar um direito do seu próprio animal.
Ao mesmo tempo que vamos intensificando a protecção dos animais – e que há quem rasgue as vestes por se dizer que um animal é uma coisa – vamos “coisificando” os bebés, ou até degradando-os a algo inferior a uma coisa. Fala-se do aborto como um direito da mulher, que sem necessitar de se justificar, pode terminar a gravidez até às dez semanas, o que implica – perdoe-se a dureza das palavras – a destruição dos fetos. Note-se que destruir é um poder compreendido na faculdade de usar, uma das faculdades do direito de propriedade, do qual só coisas (em sentido jurídico) podem ser objecto. Se o Código Penal não contivesse uma norma punindo os maus tractos a animais de companhia, e eu escrevesse que me parecia bem a destruição arbitrária de um animal de companhia, quantos me criticariam? No entanto, o animal é uma coisa, no sentido jurídico, e eu não me sinto confortável com a sua destruição arbitrária. Muito menos nos deveríamos sentir confortáveis com a destruição arbitrária de um feto, que quase ninguém ousa (por enquanto) configurar como algo inferior às coisas em sentido jurídico.
Também se tratam os embriões como coisas, e as mulheres como suas proprietárias, quando discutimos as “barrigas de aluguer”. Aí, trata-se de reconhecer a faculdade de disposição ao abrigo de um direito de propriedade sobre já não o feto, mas o recém-nascido, o que equipara os bebés aos animais. Porém, já ninguém se escandaliza se falarmos em alienar crias de animais. Estaremos prontos a falar nos mesmos termos quanto aos recém-nascidos, discutindo a sua alienação? Parece que sim, porque se pretende agora que uma mulher possa gerar no seu ventre o bebé que “pertence” a outra mulher. Mesmo que seja de forma gratuita e desinteressada, os bebés passam a ser objecto de relações jurídicas, e como tal, na pureza dos conceitos, deverão ser classificados como coisas, ou então incluídos ao lado dos animais nessa terceira categoria entre pessoa e coisa que a Ministra pretende criar.
Vivemos num país estranho: os animais vão deixar de ser coisas, e os embriões muitas vezes nem coisas são. Como compreender tal esquizofrenia? A mim, que gosto muito de animais, faz-me impressão que um cão valha o mesmo ou mais que um bebé.
Assistente Convidado da Faculdade de Direito da UCP

quarta-feira, 16 de março de 2016

quarta-feira, 9 de março de 2016

É isto que queres para ti?


segunda-feira, 7 de março de 2016

"Não esconda de ninguém, quebrando silêncio!"


Professora Gabriela Girão

quinta-feira, 3 de março de 2016

Dúvidas sobre consentimento sexual? Estes vídeos explicam tudo

Quando dois órgãos sexuais se encontram, o que é que acontece? Nada, se um deles não quiser. O Project Consent lança 3 vídeos de 20 segundos para explicar o que é o consentimento. E são divertidos.





A violência sexual é um tema quente nos Estados Unidos, sobretudo depois das várias notícias de abusos sexuais e casos de violação nos campus universitários. 

http://observador.pt/2016/03/02/duvidas-consentimento-sexual-videos-explicam-tudo/

Tráfico de Mulheres para fins de exploração sexual!