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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Violência


Eu já fui vítima de violência, e não foi nada agradável, muito pele contrário, foi péssimo.

Quando era pequena, praticamente todos os dias, quando ia para a escola na carrinha do infantário, um rapaz dizia-me, que naquele dia era a minha amiga a quem ele ia bater, mas de um momento para o outro dizia que ia ser eu. Eu ficava com medo e dizia-lhe que ele tinha dito que ia ser ela e não eu. Quando estávamos na escola, meio da tarde, ele vinha ter comigo, ria-se e começava a bater-me. As pessoas à minha volta não faziam nada, simplesmente olhavam e apoiavam. Quando eu ia pedir ajuda às professoras elas faziam-me uma festa na cabeça e diziam que iam falar com ele. Eu ficava melhor, mas sempre com receio que ele me batesse de novo.

Noutros dias eu via a minha amiga a sofrer nas mãos dele mas e, com medo, nunca pude fazer nada. Sentia-me triste e ao mesmo tempo contente por não ser eu no lugar dela. A situação continuava igual, ninguém fazia nada nem mesmo os professores. Então a minha mãe foi á escola, falar com a professora para saber o porquê de as coisa continuarem na mesma. Quando chegou a casa disse-me que a professora não podia fazer nada porque ele tinha problemas de cabeça. Parecia que ninguém podia fazer nada, mas ele podia continuar. Como a minha mãe tinha ido à escola, a professora falou com ele, mas as coisas pioraram; ele aproximou-se de mim, eu estava com uma amiga em quem eu confiava; ele agarrou o meu cabelo e puxou; com toda a força que tinha; eu quase caí. Pedi ajuda à minha amiga mas, ignorou-me e dizia-me para eu a largar. Desde esse dia nunca mais confiei e ninguém e só mostrava o meu lado frio. Então sempre que algum rapaz ou rapariga se aproximava demais de mim eu partia para a violência, como se eles fossem aquele rapaz.

Agora eu sei, essa maneira de pensar estava muito errada, pois se não quero que as pessoas sofram como eu e se não quero que eles se afastem de mim, eu esforço-me ao máximo para evitar a violência física e principalmente a verbal, que pode magoar muito mais. 

Sofia Sousa  

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